Afeganistão é um país montanhoso, sem litoral no sul da Ásia, fazendo fronteira com Paquistão, Irã, Turcomenistão, Uzbequistão, Tajiquistão e China. Sua capital é Cabul. Predominam montanhas e desertos, com agricultura em vales. Sua localização o tornou ponto crucial da antiga Rota da Seda.

O Afeganistão é um país culturalmente diverso, com Pashtuns sendo o maior grupo étnico (42%), concentrados no sul e regidos pelo código de conduta Pushtinwali.
Os Tadjiques (27%), de origem iraniana, são o segundo maior grupo, falando Dari (dialeto persa), que juntamente com o Pashto, são as duas línguas oficiais do país.
Outros grupos importantes incluem os Hazaras (10%), os Uzbeques (9%), os Aimaks (4%), Turcomanos (3%) e Baloch (2%), com minorias somando 5%. O Dari é falado por 49% como primeira língua e 37% como segunda, sendo usado no governo e mídia.
O Pashto, língua indo-iraniana antiga falada por pelo menos 68% da população (40% nativo), é a língua materna dos Pashtuns.
As línguas regionais reconhecidas são Hazaragi, uzbeque, turcomano, Baluchi e Pashayi, sendo comum o bilinguismo. A fauna afegã sofreu grande redução devido a conflitos, caça e seca, resultando na extinção de tigres e quase desaparecimento de ursos e lobos.
O Islã, praticado por 99,7% dos afegãos (90% sunitas, 10% xiitas e não-denominacionais), é a religião majoritária. O zoroastrismo é a mais antiga (século 18 AC), com ~2.000 seguidores. O budismo chegou em 305 AC.
Historicamente, o Afeganistão foi colonizado desde 7000 a.C., passando por domínios como o de Alexandre, o Grande (330 a.C.) e a invasão mongol no século XIII. Em 1747, Pashtuns estabeleceram o reino afegão.
Após conflitos com os britânicos nos séculos XIX e XX, o país alcançou independência em 1919, formando uma monarquia em 1921.
O clima é predominantemente árido, com grandes variações de temperatura. Em áreas de altitude, o verão atinge +25/+27°C e o inverno próximo de 0°C ou até +5°C. Nas planícies, o verão pode ser mais quente (+30°C) e o inverno pode chegar a -20°C.
O clima geral é de estepe semiárido, com partes nordeste montanhosas em clima subártico. A região próxima ao Paquistão recebe influência da monção indiana de julho a setembro.
A precipitação maior ocorre de dezembro a abril, com neve nas terras altas e chuva nas baixadas. Os verões são geralmente secos e quentes, exceto na zona de monção. Viajantes antigos buscavam refúgio nas montanhas. Nômades Kuchi movem seus rebanhos pelo país. Chá é uma bebida popular, e o prato afegão típico é o palau (arroz com carne e frutas).
O Afeganistão possui um rico patrimônio cultural, com pontos turísticos notáveis como museus budistas, mesquitas históricas (século XV), o túmulo do califa Ali e o túmulo de Ahmad Shah.
É considerado um centro de origem do Budismo. Contudo, a instabilidade política, ataques terroristas e ações militares tornam o turismo perigoso, atraindo apenas viajantes extremos, apesar de ter recebido mais de 2 milhões de turistas anualmente antes dos conflitos.
Locais a visitar incluem o Mosteiro das cavernas de Bamyan, Minarete Jam, e o Museu Nacional. Geograficamente, o Afeganistão (647.230 km²) é majoritariamente montanhoso (acima de 2000m), com o Monte Nowshak como ponto mais alto (7485m).
Possui uma planície fértil ao norte (rio Amu Darya) e desertos ao sul. A cadeia Hindu Kush divide o país em três regiões geográficas. Criou-se o Parque Nacional Band-I-Amir, com seis lagos azuis.
Cabul, a capital e maior cidade do Afeganistão, situa-se numa passagem estratégica entre a Ásia Ocidental e Oriental, com uma população não oficial estimada em 4,5 milhões (oficialmente 2.970.713).
Localizada a 1790 metros de altitude, é uma das capitais mais altas do mundo. A cidade, com cerca de 3.500 anos, foi mencionada no Rig Veda e remonta ao século II a.C., beneficiando-se da Rota da Seda.
Foi centro de estudo para Zoroastrismo, Hinduísmo e Budismo, sendo a maioria da população budista por volta do século II a.C. Cabul foi sucessivamente controlada por Impérios Médio, Persa Aquemênida, Gregos, Citas, Kushan, e sofreu a conquista islâmica no século VII.
Tornou-se capital oficial do Afeganistão Unido no século XVIII, sendo proclamada formalmente em 1776. No século XX, modernizou-se, com a inauguração da Universidade de Cabul na década de 1930 e a pavimentação das estradas nos anos 50. A economia recente de Cabul registou um crescimento significativo.
A cidade é rica em história, abrigando o túmulo de Babur e muitos outros monumentos. Herat, com cerca de 673.425 habitantes, tem raízes na era Avesta como cidade vinícola, e foi a "pérola de Khorasan" na Idade Média.
Mazar-i-Sharif, a terceira maior cidade (cerca de 582.113 em 2015), é multicultural e um centro comercial no norte, com economia baseada em comércio, agricultura e ovelhas Karakul.
Kandahar, a quarta maior com 464.265 habitantes, foi fundada por Alexandre, o Grande em 329 a.C. e serviu como primeira capital do Afeganistão Unido em 1747.
O Noskhak (7492m), na fronteira Afeganistão-Paquistão, é o segundo pico mais alto do Hindu Kush. A Linha Durand demarca essa fronteira.
O Amu Darya é o rio mais longo que atravessa o país, mas o Helmand é o mais longo inteiramente no Afeganistão, nascendo na Cordilheira Baba e possuindo um reservatório.
O Rio Hari nasce na Cordilheira Baba, passa por Herat e alguns afluentes do Amu Darya ajudam a formar a fronteira com o Tajiquistão. O clima quente seca rios na estação seca.
Os recursos naturais do Afeganistão são vastos, incluindo carvão, cobre, gás natural, petróleo, ouro, lítio, urânio, terras raras e terras aráveis, com o valor dos minerais não utilizados estimado em US$ 3 trilhões, distribuídos em pelo menos 1400 depósitos.
As reservas de petróleo somam cerca de 3,8 bilhões de barris, com a produção iniciada em 2012 após acordo com a CNPC.
O país possui depósitos significativos de cobre, sendo as reservas de Aybak estimadas em US$ 88 bilhões, consideradas as segundas maiores do mundo.
Ouro existe em Takhar e Badakhshan, e depósitos de ouro e cobre em Ghazni somam cerca de US$ 50 bilhões.
Outros minerais notáveis são minério de ferro, lítio e mármore.
Tradicionalmente, a agricultura é fundamental para a economia, embora menos de 15% do território seja arável. Em 2014, exportações de nozes e frutas renderam cerca de US$ 500 milhões.
Culturas essenciais incluem trigo (responsável por 80% da produção de grãos), cevada, milho, arroz, batata e algodão. Secas e instabilidade têm prejudicado a produção. A pecuária, focada em ovinos, e a pesca em rios como Cabul e Helmand também são importantes.
O potencial mineral do Afeganistão, superior a US$ 3 trilhões, com veios de ouro, cobalto, cobre, ferro e lítio, poderia transformar o país em um centro de mineração global.
O governo tem incentivado a exploração por empresas internacionais. A indústria emprega majoritariamente em setores artesanais e pequenos, dependendo de matérias-primas locais como algodão, lã e frutas.
O governo implementa um plano de investimento estatal de 7 anos para expandir a indústria.
O Parque Nacional Band-I-Amir, o primeiro do Afeganistão, foi criado em 2009, localizado remotamente na província de Bamiyan, sem acesso rodoviário.
O segundo parque nacional, Wakhan, estabelecido em 2014, é crucial para a conservação das montanhas, fauna e dos cerca de 15.000 indígenas locais.
Adicionalmente, o Afeganistão possui outras áreas protegidas, como a Reserva Natural do Vale de Adjara, a reserva de Aves aquáticas Dashte-Navar, a área protegida de Kulm, a Reserva Natural de Nuristan e a Reserva Nacional de Zadran.
A culinária afegã reflete a diversidade cultural do país, com base em culturas agrícolas como arroz, cevada, trigo e milho. O arroz é central, sendo o "Kabuli palav" o prato nacional.
Carne, especialmente cordeiro e bovina, é importante; o kebab de cordeiro grelhado é um lanche popular vendido por ambulantes. Sendo uma nação islâmica, bebidas alcoólicas são raras, restritas a expatriados em cidades grandes como Cabul.
A bebida popular é o "doug", feito de iogurte, água e hortelã, disponível em casa ou no comércio.
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