A Dinamarca é o país mais austral da Escandinávia, no norte da Europa central, fazendo fronteira com a Alemanha ao sul e cercada pelo Mar Báltico e Mar do Norte.
Seu território abrange a península da Jutlândia, mais de 400 ilhas e os territórios autônomos da Groenlândia e Ilhas Faroé.
É conhecida por ser o berço dos Vikings e de Hans Christian Andersen; a capital é Copenhague e o idioma oficial é o dinamarquês. O relevo é predominantemente plano, modelado por geleiras, com um litoral extenso.
A paisagem natural inclui planícies, colinas suaves, praias e poucas florestas (cerca de 10% do território).
A fauna notável é composta pelo cervo vermelho e aproximadamente 300 espécies de aves. Historicamente, a presença humana remonta à Idade da Pedra.
Entre os séculos IX e XI, guerreiros vikings dinamarqueses realizaram invasões pela Europa. No século X, o Reino dinamarquês unia Dinamarca, Noruega e Suécia. Em 1397, a Rainha Margrethe uniu os três países na União de Kalmar.
A Suécia se desliga em 1523, mas a Noruega permaneceu sob domínio dinamarquês até 1814.
A Dinamarca manteve a posse das Ilhas Faroé, Islândia e Groenlândia, mas perdeu territórios para a Suécia no século XVII. A partir de 1660, o Reino foi administrado como uma monarquia absoluta.
O autogoverno foi implementado nas Ilhas Faroé em 1948 e na Groenlândia em 1979, embora ambos permaneçam sob administração dinamarquesa, com representantes dinamarqueses sem poder de voto em seus respectivos parlamentos.
O clima é temperado e ameno, influenciado pela Corrente do Golfo. As temperaturas médias de inverno ficam próximas de 0°C, enquanto as de verão (julho e agosto) oscilam entre +17°C e +20°C.

Os dinamarqueses são escandinavos, com muitos apresentando características como cabelos loiros, olhos azuis e estatura elevada, embora no sul haja ascendência alemã.
Possuem um dos padrões de vida mais altos do mundo, sendo frequentemente classificados como o povo mais feliz globalmente, com alta renda per capita e grande igualdade de renda.
Cerca de 85% pertencem à Igreja Nacional da Dinamarca, e a capital, Copenhague, abriga aproximadamente 25% da população. Aarhus é a segunda maior cidade.
A população é composta majoritariamente por dinamarqueses (89,60%), seguidos por albaneses (10,4%), árabes (descendentes de imigrantes do Líbano, Palestina, Iraque e Síria) e paquistaneses.
Entre os famosos dinamarqueses estão atletas como Caroline Wozniacki e Niklas Bendtner, e atores como Nikolaj Coster-Waldau e Mads Mikkelsen.
O idioma oficial é o dinamarquês, uma língua germânica setentrional falada por cerca de 6 milhões de pessoas, também presente em comunidades no exterior. O inglês é amplamente falado e seu ensino é obrigatório nas escolas.
Outras línguas minoritárias incluem o feroês (nas Ilhas Faroé), o groenlandês (na Groenlândia) e o alemão, oficial em partes do sul da Dinamarca, herança de um território que foi alemão. Cerca de 15.000 a 20.000 alemães étnicos vivem na região sul, e o sueco é a terceira língua estrangeira mais popular.
Quanto à religião, a Igreja Evangélica Luterana Dinamarquesa é predominante (76,9% dos crentes). Devido à imigração, o Islã é a segunda maior religião, com cerca de 270.000 muçulmanos (3,7% dos crentes). Ateus, agnósticos, católicos romanos, judeus e outras crenças somam 19,4%.
Os castelos medievais são atrações turísticas proeminentes na Dinamarca, com destaque para Christiansborg, Frederiksborg e Amalienborg em Copenhague, onde se pode visitar museus e assistir à troca da guarda.
A capital também abriga o monumento da Pequena Sereia, a Biblioteca Real (séc. XVII) e o Museu Madame Tussauds. No verão, o turismo de praia é popular, apesar das temperaturas amenas, e a pesca em seus numerosos lagos também é uma atividade praticada.
Outros locais de interesse incluem o Museu do Navio Viking, Legoland, Castelo de Kronborg, Parque Tivoli, Museu Louisiana, Castelo Rosenborg, museus pré-históricos, arte (ARoS Aarhus Kunstmuseum, Museu Nacional, Brandts, Estadual de Arte, Glyptotheca), Museu M/S Museet for Sofart, Museu Andersen e o Canal Nyhavn.
Geograficamente, a Dinamarca é um país escandinavo de 42.933 km² no norte da Europa, majoritariamente plano, exceto pela região central da Jutlândia. Sua altitude média é baixa (31 m), sendo o ponto mais alto o Mollechoy (170,86 m) e o mais baixo o Lammefjord (-7 m).
O litoral é pontuado por fiordes, como o Limfjorden. O país possui mais de 440 ilhas, sendo Zelândia a maior, seguida por Funen, Lolland, Falster e Bornholm.
É drenado por rios como o Guden (o mais longo, com 160 km), Odense, Skjern, Stora, Susa e Vida.
Administrativamente, o Reino da Dinamarca está dividido em 5 regiões: Hovedstaden (Capital), Midtjylland (Central), Nordjylland (Norte), Sjaelland (Zelândia) e Syddanmark (Sul), subdivididas em 98 municípios.
Copenhague, capital e maior cidade da Dinamarca, está na costa leste da Zelândia e Amager, evoluindo de povoado Viking do século X para uma cidade desenvolvida, feliz e verde, sede da Universidade de Copenhague e com o maior aeroporto nórdico (Kastrup), além de atrações como os Jardins Tivoli e a Pequena Sereia.
Aarhus, a segunda maior, na Jutlândia, fundada como assentamento Viking no século VIII, tornou-se centro econômico, cultural e industrial após a Revolução Industrial, importante porto e sede da Universidade de Aarhus.
Odense, a terceira maior, na Ilha de Funen, com mais de 4.000 anos de história, destaca-se pelo Palácio Odense e Museu Hans Christian Andersen.
Aalborg, a quarta maior, no norte da Jutlândia, é um centro industrial e universitário com porto histórico e arquitetura enxaimel, sendo um polo cultural ativo. Frederiksberg, cidade rica na região capital, possui áreas verdes e o Zoológico de Copenhague.
Outras cidades notáveis são Esbjerg, Randers e Kolding. Copenhague prosperou com pesca e comércio de arenque, tornou-se capital no século XV (União de Kalmar) e se desenvolveu como centro de finanças, educação e comércio, florescendo industrialmente no século XX.
Hoje é um destino turístico mundial, com o município contando com cerca de 601 mil habitantes em 2016, e a área metropolitana ultrapassando 2 milhões, incluindo diversas nacionalidades.
O maior lago da Dinamarca é o Arrese (39,7 km²), na Zelândia. Seguem-se o Esrum (17,4 km²) e o Mosse (16,5 km²). A Dinamarca tem 443 ilhas, sendo a maior e mais populosa a Zelândia, lar da capital.
A Jutlândia é a península principal. A segunda maior ilha é a Jutlândia do Norte, e a terceira é Funen, ligada à Zelândia pela Ponte Great Belt. Lolland é a quarta, notável por ser produtora de açúcar e conectar-se à Alemanha.
Outras ilhas importantes incluem Bornholm, Falster e Amager.
A Dinamarca possui recursos naturais limitados, mas valiosos, com destaque para terras aráveis, pesca e um pequeno setor de mineração, incluindo argila, cascalho, petróleo, gás natural, calcário e giz.
Cerca de metade do território é cultivada com cereais como cevada e trigo, além de outros cultivos. A pecuária, focada em gado leiteiro, suínos e aves, é outra atividade importante, majoritariamente familiar.
A pesca é fundamental, tornando a Dinamarca uma grande exportadora, com arenque e bacalhau sendo espécies chave.
A descoberta de petróleo e gás natural no Mar do Norte permitiu que o país alcançasse autossuficiência em 1997, fornecendo gás principalmente para aquecimento e eletricidade, com Esbjerg como centro das operações de óleo e gás.
O "moler" é um recurso único, uma diatomita rica em argila usada na fabricação de tijolos isolantes para altas temperaturas. A economia dinamarquesa é marcada pelo bem-estar social, distribuição de renda igualitária e alto padrão de vida, utilizando a coroa dinamarquesa.
O setor de serviços emprega a maioria da força de trabalho (77,1%), seguido pela indústria (20,3%) e agricultura (2,6%).
Principais indústrias incluem processamento de alimentos, construção naval, turismo e manufatura de diversos bens. A agricultura utiliza mais de 60% da área do país e contribui com mais de 20% das exportações de commodities.
O turismo gera cerca de US$125 bilhões em receita, atraindo visitantes com sua história e natureza. A matriz energética é diversificada: combustíveis fósseis (carvão 21,6%, petróleo bruto 33,4%, gás natural 18%) e 27% de fontes renováveis (biomassa, solar, eólica, nuclear e geotérmica).
A Dinamarca investiu em infraestrutura de transporte moderna, incluindo três aeroportos principais, e uma extensa rede portuária. As principais exportações incluem medicamentos, óleo refinado, carne de porco e geradores elétricos, com a Alemanha, Suécia, Reino Unido, EUA e Noruega como maiores parceiros comerciais.
As importações dominantes são produtos petrolíferos, automóveis, medicamentos e petróleo bruto, sendo a Alemanha (21,4%), Suécia (12,2%), Holanda, China e Noruega os principais fornecedores.
A Dinamarca restringe nomes de bebês a uma lista aprovada, totalizando 7.000, para evitar constrangimento.
Gigantes empresariais incluem a logística Maersk, o Danske Bank, a farmacêutica Novo Nordisk, a cervejaria Carlsberg e a fabricante de turbinas Vestas.
Curiosamente, o país, sempre perto do mar, abriga o Tivoli, inspiração da Disney, e é um dos mais felizes; Copenhague é líder em ciclismo. A nação tem oito Patrimônios da UNESCO, como os Montes Jelling e a Catedral de Roskilde.
A culinária dinamarquesa é sazonal, focada em peixe, carne e batatas. O smørrebrød (sanduíche aberto) é popular. Inclui pratos como flekesteg e almôndegas. Influenciada pelas cozinhas francesa e alemã, usa especiarias importadas.
A Dinamarca, conhecida como "país das fadas", atrai turistas, principalmente dos vizinhos Alemanha, Suécia, Noruega e Holanda, recebendo 8,7 milhões de visitantes em 2010.
Atrações notáveis incluem o Blue Planet Aquarium, o Zoológico de Copenhague, e o Legoland Billund.
Destacam-se parques temáticos históricos como Drehavsbakken (o mais antigo do mundo) e os Tivoli Gardens, o mais visitado, com seu famoso carrossel de 80 metros.
Museus e castelos como Rosenborg e Kronborg também enriquecem a oferta turística.
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