A Geórgia é um país no sul do Cáucaso, banhado pelo Mar Negro a oeste, com Tbilisi como sua capital. A língua oficial é o Georgiano, mas o russo é amplamente compreendido.
Localizada na Eurásia, na divisa entre Ásia e Europa, faz fronteira com Rússia (norte e nordeste), Azerbaijão (leste e sudeste), Armênia e Turquia (sul).
O país tem 69.700 km² e é predominantemente montanhoso, com a Cordilheira do Grande Cáucaso no norte, cujo ponto mais alto é o Monte Shkhara (cerca de 5000m).
O Monte Kazbek atinge 5047m, e o Monte Elbrus (o mais alto da Europa, 5633m) está perto da fronteira norte. Cerca de 40% do território é coberto por florestas, com paisagens variadas de geleiras, prados e florestas decíduas/coníferas.
A planície da Cólquida fica a oeste, em direção ao Mar Negro, irrigada por milhares de rios, sendo o Kura e o Rioni os principais. O litoral georgiano no Mar Negro tem 310 km.
O clima é de transição, subtropical a temperado; o inverno tem média de +3°C a +8°C (mais frio nas montanhas, até -20°C), e o verão é quente e seco, com média de +22°C a +27°C.

A Geórgia, rica em história e cultura, possui mais de 10.000 monumentos únicos, com Tbilisi sendo uma capital com inúmeras atrações. O país se divide em 9 regiões, 1 cidade (Tbilisi) e 2 repúblicas autônomas (Abkhazia e Adjara), além de 76 municípios.
O litoral do Mar Negro promove o turismo de praia, com novos resorts surgindo. A abundância de fontes minerais e de lama impulsiona o turismo médico e de bem-estar. Destinos turísticos incluem o Templo Svetitskhoveli, o Mosteiro Jvari, a Fortaleza Narikala e o Museu Nacional.

A população da Geórgia é composta majoritariamente por Georgianos (cerca de 86,8%), com minorias como armênios, assírios, gregos, judeus e russos.
Em termos religiosos, 83,4% são Cristãos Ortodoxos, 10,7% Muçulmanos, 2,9% da Igreja Apostólica Armênia, 1,2% seguem outras religiões e 0,5% não têm afiliação religiosa.
Aproximadamente 14 idiomas são falados no país, sendo o Georgiano a língua oficial, nativa de mais de 86% da população.
Pertencente à família Kartveliana, o Georgiano possui diversos dialetos (como Imeretian, Kartli, Adjarian e Tush) e é notável por sua complexidade, ausência de preposições e distinção de gênero, sendo escrito em um alfabeto próprio.
Além da Geórgia, é falado em partes do Azerbaijão e nordeste da Turquia. Outras línguas importantes incluem o Azerbaijano (falado por 6,2% da população) e o Russo (1,2%), este último influenciando a comunicação diária devido à presença de imigrantes russos e sendo mais comum entre a geração georgiana mais velha. Inglês, Svan e Urum também estão entre os idiomas falados.
Tbilisi é a capital e maior cidade da Geórgia, com 1,3 milhão de habitantes, fundada no séc. 5, com arquitetura mista refletindo sua história como rota comercial entre Europa e Ásia. Kutaisi, a segunda maior, é a capital legislativa, centrada no rio Rioni, com rica história cultural. Batumi, a terceira maior, situa-se no Mar Negro, sendo um popular destino turístico e porto importante, com arquitetura moderna e investimentos recentes notáveis.
Determinar se a Geórgia faz parte da Europa ou da Ásia é mais difícil do que parece. Como as montanhas do Cáucaso às vezes são consideradas a fronteira mais oriental da Europa, a Geórgia está tecnicamente localizada na Ásia. No entanto, culturalmente, muitos moradores da Geórgia se consideram parte da Europa.
A mineração na Geórgia iniciou com o cobre nos milênios VI-V a.C., evoluindo para incluir ouro, bronze e ferro. No século XVIII, o cobre de Kartli e a prata de Imereti eram importantes.
Durante o período soviético, extraíam-se zinco, manganês, chumbo e carvão. A Geórgia é grande produtora de minério de manganês, possuindo mais de trezentos depósitos minerais explorados.
A agricultura emprega mais de 55% da força de trabalho e contribui com 8,1% do PIB. O solo e clima favorecem a produtividade, com irrigação salvando áreas áridas e drenagem de pântanos, resultando em um aumento de dez vezes na produção de alimentos (1918-1980).
Em 2011, 35% das terras aráveis foram cultivadas, com destaque para a viticultura. Cereais como trigo (37%) e milho (40%) dominavam as terras cultivadas, excluindo pomares e chá.
O turismo é vital, representando 6,7% do PIB e gerando US$ 1,94 bilhão em 2018, com 8,7 milhões de visitantes, muitos vindos da Rússia, Azerbaijão, Turquia e Armênia.
O país investe em infraestrutura turística, almejando mais de 11 milhões de visitantes e receita de US$ 6,6 bilhões até 2025. Em energia, a Geórgia possui vastas capacidades hidrelétricas, com 300 dos 26.000 rios contribuindo.
Em 2005, a hidroenergia representava mais de 86% da eletricidade gerada, tornando o país um grande exportador no Cáucaso (1,3 bilhão de kWh exportados em 2010).
A Catedral de Bagrati (séc. 11) e o Mosteiro Gelati (séc. 12-17), centro histórico e educacional, são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1954. Mtskheta (fundada no séc. 5 AC), antiga capital e local de coroação e sepultamento real, é uma "Cidade Santa". Upper Svaneti, com aldeias e Torres Svan defensivas (séc. 9), é outro local da UNESCO.
A culinária georgiana, rica em carne e vegetais, mistura influências caucasianas, do Oriente Médio e Leste Europeu, usando muitos temperos. Possui tradições regionais distintas.
Adjara é uma região política, administrativa, geográfica e histórica da Geórgia, oficialmente conhecida como República Autônoma de Adjara. Situa-se no sudoeste do país, na costa do Mar Negro, fazendo fronteira com a Turquia ao sul.
É um polo turístico importante, e sua capital, Batumi, é a segunda maior cidade georgiana. Seu status de autonomia é regido pela legislação da Geórgia e pela constituição regional.
Historicamente, Adjara pertenceu ao reino da Península Ibérica e da Cólquida, passando para o domínio romano no século II a.C. e sendo colonizada pela Grécia no século V a.C. Tornou-se parte do Reino da Abkházia no século VIII. Em 1614, sob domínio do Império Otomano, a população local foi islãmizada.
A região foi cedida ao Império Russo pelos otomanos em 1878. Após ocupação britânica e turca entre 1918 e 1920, integrou a República Democrática da Geórgia em 1920. O governo de Ancara cedeu definitivamente Adjara à Geórgia em março de 1921, conforme o Tratado de Kars.
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