A Itália, um país europeu central na península Itálica, é o berço da civilização europeia, com vasta história e cultura. Sua capital é Roma, com cerca de 2,7 milhões de habitantes.
O país tem um formato de bota projetando-se para o Mar Mediterrâneo, fazendo fronteira ao norte com Suíça, Áustria e Eslovênia, e a noroeste com a França.
Os enclaves soberanos de Vaticano e San Marino estão dentro do território italiano. A leste é banhada pelo Mar Adriático, ao sul pelo Mar Siciliano, sudeste pelo Mar Jônico, e sudoeste pelos Mares da Ligúria e Tirreno. Suas maiores ilhas são Sardenha (oeste) e Sicília (sul).
Geograficamente, montanhas dividem o interior: os Alpes no norte com lagos glaciais, e os Apeninos estendendo-se para o sul pela península. A oeste dos Apeninos há colinas, onde se localizam cidades históricas como Roma; o sul possui clima quente e seco com planícies férteis para cultivo de azeitonas e figos.
A natureza italiana é diversa, com parques nacionais e reservas naturais. Embora historicamente desmatada, remanescentes de vida selvagem persistem em áreas remotas e parques. Os Alpes têm florestas em altitudes mais baixas e prados floridos na primavera; milhões de aves migratórias usam a Itália como parada.
Historicamente, a localização mediterrânea ligou a Itália a rotas comerciais antigas. Povos como gregos (sul) e etruscos (centro) se estabeleceram por volta de 800 a.C. Os etruscos formaram a Etrúria, enquanto latinos e sabinos fundaram Roma. Após expulsar os reis etruscos em 510 a.C., Roma conquistou a península e, em 117 d.C., seu império se estendia de Portugal à Síria.
O Império Romano floresceu sob Augusto César (27 a.C.), mas declinou, dividindo-se em 395 e caindo em 476, com a derrubada do último imperador por tribos germânicas.
No século XII, cidades-estado italianas enriqueceram com o comércio, mas a Itália permaneceu fragmentada sob controle estrangeiro até que revoltas (iniciadas em 1859) levaram à proclamação do Reino da Itália em 1861.
A cultura italiana, incluindo arte e arquitetura (com nomes como Da Vinci e Michelangelo), teve impacto global. O Vaticano, centro da Igreja Católica, está dentro de Roma.
A Itália é dividida em 15 regiões e 5 regiões autônomas (Friuli-Venezia Giulia, Sardenha, Sicília, Trentino-Alto Adige, Vale de Aosta), subdivididas em 107 províncias (incluindo 14 cidades metropolitanas) e 7960 municípios.
O clima é predominantemente mediterrâneo, com sol quase o ano todo. Invernos são amenos e ensolarados, com pouca neve e temperaturas raramente negativas. Verões são quentes e secos, podendo ultrapassar 30°C, sendo mais intensos no continente e ilhas, e mais frios nas regiões montanhosas.

A família ocupa um lugar central na sociedade italiana, com jovens frequentemente residindo com os pais até os 30 anos e aposentados, por vezes, mudando-se para morar com os filhos.
Quase 92,0% da população é italiana, sendo os etruscos os habitantes indígenas, com a península também tendo sido habitada por gregos, alemães, judeus, romanos e celtas na Idade Média.
Italianos notáveis, como Leonardo Da Vinci e Galileu Galilei, fizeram contribuições significativas para a cultura, arte, ciência e literatura.
Outros grupos étnicos presentes incluem Romenos (1,8%), Albaneses (0,8%), Han (0,3%) e Ucranianos (0,3%). O Cristianismo é a religião dominante, com 71,4% dos italianos se declarando cristãos, a maioria católica (93% dos cristãos), influenciada pela presença do Vaticano.
O Islã é professado por 3,1% da população, os Budistas somam 0,4%, e outras religiões como Hinduísmo, Sikhismo e Judaísmo representam 0,6%, com o restante da população seguindo outras crenças ou sendo não afiliados.

A culinária italiana é mundialmente famosa, responsável por pratos como pizza e massa. Milhares de pessoas visitam anualmente seus resorts, como San Remo, Rimini e Cinque Terre.
Pontos turísticos notáveis incluem o Lago de Como, a Catedral de São Marcos, o Vesúvio, o Panteão e a Torre de Pisa. Geograficamente, a Itália é um estado soberano no sul da Europa, com 301.340 km², formando uma península em formato de bota cercada pelos mares Adriático, Jônico, da Ligúria e Tirreno.
Os Alpes dominam o norte, com altitudes que chegam a 4.748 m no Mont Blanc. A região norte abriga importantes lagos alpinos como Como, Garda e Maggiore, e o fértil Vale do Rio Pó.
Cerca de 30% do território é composto por planícies. O litoral é marcado por paisagens espetaculares, como a Costa Amalfitana e Cinque Terre. Sua geografia inclui inúmeras ilhas, sendo as principais Sicília e Sardenha, além de Capri e Elba. O país possui origem vulcânica, com vulcões ativos como Etna e Stromboli, e o monitorado Monte Vesúvio.
Roma é a capital e maior cidade da Itália, situada na região do Lácio, com aproximadamente 2,9 milhões de habitantes em sua área urbana e 4,3 milhões na área metropolitana, classificando-se como a quarta cidade mais populosa da União Europeia (UE).
Localizada às margens do Rio Tibre, a cidade engloba o Estado independente do Vaticano, sendo um destino turístico de grande relevância, sendo a terceira mais visitada na UE e a 14ª mundialmente.
Roma é considerada um marco da civilização e democracia ocidentais, além de possuir grande significado bíblico e arqueológico.
A população é majoritariamente italiana (cerca de 91%), com imigrantes europeus (romenos, poloneses, ucranianos e albaneses) compondo metade dos não italianos, e asiáticos (filipinos, chineses e bengaleses) vindos de fora da Europa.
O Catolicismo Romano domina a cidade, centro histórico da fé, abrigando a Basílica de São Pedro e o Vaticano, com cerca de 900 igrejas na área metropolitana.
Roma possui um clima mediterrâneo, com verões secos e invernos frios e úmidos, com temperaturas médias diurnas em torno de 20°C, caindo para 10°C à noite. Janeiro é o mês mais frio (cerca de 12°C) e julho/agosto os mais quentes (cerca de 30°C); a neve é rara.
O turismo é forte, com cerca de 10 milhões de visitantes anuais, atraídos por monumentos históricos e arqueológicos que narram a história italiana e europeia, sendo o Coliseu e os Museus do Vaticano visitados por cerca de quatro milhões de turistas anualmente.
O Rio Pó é o maior da Itália, irrigando o norte e servindo Milão e Turim. O Adige flui dos Alpes ao Adriático. O Tibre, crucial para Roma, deságua no Tirreno. O Tanaro é um afluente do Pó, conhecido por suas inundações frequentes.
O Monte Bianco (4.808m) é o pico mais alto da Itália, nos Alpes, popular para esportes de inverno e montanhismo. O Lyskamm (4.527m), na fronteira Itália-Suíça, possui dois cumes e é famoso pelo alpinismo.
O Monte Cervino/Matterhorn (4.478m), também alpino e fronteiriço, é um pico piramidal com boa acessibilidade turística. Outros relevos notáveis incluem Grandes Jorasse, Dent d'Hérence e Gran Paradiso, compondo a cordilheira Alpina italiana.
A Itália é notável por suas paisagens, abrigando um grande número de lagos, alguns em regiões alpinas e outros em locais remotos, atraentes para turistas devido ao terreno montanhoso e origem vulcânica.
O maior lago é o Lago de Garda, com 370 km² e profundidade de 346m, estendendo-se pelas províncias de Verona, Brescia e Trentino, com a Isola del Garda como maior ilha e o rio Mincho como efluente principal.
O Lago Maggiore, o segundo maior (210 km²), situa-se ao sul dos Alpes, cercado por vegetação mediterrânea, possuindo as ilhas de Brissago e Borromeu, e tem o Rio Ticino como fonte principal de água.
O Lago Como, terceiro em área (146 km²), é um dos mais profundos da Europa (410m) e um local turístico desde o Império Romano; tem formato de Y e é alimentado por rios como o Adda.
O Lago Trasimeno, na Úmbria, é o quarto maior (124 km²) e um dos mais rasos (7m), caracterizado por ser lamacento e com vegetação abundante. Por fim, o Lago Bolsena, de formato oval no centro da Itália, cobre 114 km², atinge 151m de profundidade e possui as ilhas Bisentina e Martana.
A economia italiana é a 8ª maior mundial e a 3ª da zona do euro, com alta qualidade de vida e a terceira maior reserva de ouro. O país se destaca na indústria por negócios, agricultura e carros de luxo, possuindo o maior mercado europeu de bens de luxo.
Outros setores importantes incluem têxteis, moda, turismo, plásticos, cimento, naval e aeronáutica. Em 2014, as exportações somaram US$ 509 bilhões, com destaque para medicamentos, petróleo refinado e peças de veículos, tendo como principais destinos Alemanha, França, EUA, Reino Unido e Suíça.
As importações totalizaram US$ 466 bilhões, sendo petróleo bruto, automóveis e gás de petróleo os principais itens, vindos majoritariamente de Alemanha, França, China, Holanda e Rússia.
O turismo é crucial, representando 11,8% do PIB e 12,8% dos empregos, impulsionado pelos 51 Patrimônios Mundiais da UNESCO. Cidades como Roma, Pisa e Veneza atraem muitos visitantes.
A indústria manufatureira é forte em pequenas e médias empresas, centralizadas em clusters, com destaque para o setor automotivo (iniciado pela Fiat em 1899) e o "triângulo Industrial" no noroeste (Milão, Turim, Gênova), que foca em engenharia mecânica e aeroespacial.
Há também produção de têxteis, joias, calçados, químicos e alimentos. Na agricultura, um total de 1,6 milhão de fazendas, majoritariamente familiares, utilizam 12,7 milhões de hectares. O sul foca em frutas cítricas e trigo, enquanto o norte produz laticínios, milho, arroz e beterraba.
A Itália é a maior produtora mundial de vinho e produtora significativa de diversas frutas. O setor de serviços emprega 68% da população e gera 74% do PIB, com um setor bancário consolidado (incluindo o UniCredit) e a segunda maior seguradora mundial (Generali).
A infraestrutura de transporte (marítimo, ferroviário, rodoviário e aéreo) é bem desenvolvida, assim como as telecomunicações. A localização mediterrânea favorece o comércio com o Norte da África, Oriente Médio e Europa Oriental, com bens de engenharia e moda sendo importantes exportações.
Roma, a maior e capital da Itália, atrai por sua história do Império Romano, Coliseu e vida noturna. Nápoles, terceira maior, é vibrante, com museus arqueológicos e castelos.
Florença, capital da Toscana, é célebre por sua arte renascentista e charme cultural. Veneza, única no nordeste, encanta com canais e palácios sobre a água. Milão, capital da Lombardia, destaca-se como centro de moda, design e arquitetura, com o Duomo e o Castelo Sforza.
A Itália é um destino turístico globalmente cobiçado por seu patrimônio histórico e cultural, atraindo visitantes anualmente a suas inúmeras cidades e atrações.
Entre os locais mais visitados destaca-se o Coliseu, em Roma, um anfiteatro oval construído entre 72 e 80 d.C., símbolo da cultura romana, com capacidade para 50.000 espectadores.
Próximo, o Monte Palatino oferece vistas para o Fórum Romano, antiga praça de mercado e palco de eventos cruciais da Roma Antiga, como procissões e lutas de gladiadores.
Pompéia, perto de Nápoles, preserva as ruínas da cidade romana soterrada pela erupção do Vesúvio em 79 d.C., oferecendo um vislumbre da vida romana.
Em Florença, a Galeria Uffizi é o museu de arte mais visitado, focado na arte renascentista, conectada pelo Corredor Vasari, uma passagem elevada segura construída em 1565 sobre o Rio Arno. A Academia de Florença é notável pela escultura "Davi" de Michelangelo e outras obras do período 1300 a 1600.
Em Roma, o Mausoléu de Adriano, construído para o imperador e família, transformou-se em fortaleza e, hoje, em museu. Florença também abriga o Jardim Boboli, de 45.000 m², com esculturas dos séculos XVI a XVIII, adjacente ao Palácio Pitti.
Turim possui o Museu Egípcio da Itália, com ricas coleções de antiguidades egípcias, incluindo três versões do Livro dos Mortos.
A Galeria Borghese, localizada na Villa Borghese Pinciana, exibe coleções de arte da família Borghese. Por fim, o Palácio Real de Caserta, no sul, fundado no século XVIII, é considerado a maior residência real do mundo, cobrindo 235.000 m² e servindo aos Reis Bourbon napolitanos.
O Palácio de Venaria, perto de Turim, é um vasto complexo com 80.000 m², que inclui um antigo palácio, jardins e um museu moderno. Iniciado no século XVII por Carlos Emanuel II para fins de caça, posteriormente tornou-se residência da Casa de Sabóia, sendo hoje um exemplar da arquitetura barroca com exposições de arte.
Em Florença, o Museu da Porcelana, situado nos Jardins Boboli, exibe peças valiosas pertencentes a famílias reais italianas. A Galeria da Academia, também em Florença, é mundialmente famosa pela escultura "David" de Michelangelo e abriga outras obras notáveis de artistas italianos entre 1300 e 1600, sendo o segundo museu de arte mais visitado da Itália.
A Itália possui 22,4% de terras aráveis, sendo grande produtora de vinho e azeite, além de diversas frutas. A agricultura representa 2,1% do PIB; o norte foca em grãos e laticínios, o sul em vegetais, frutas e vinho.
O país é o 7º maior exportador de aço. O mármore, como o Carrara, é importante, com os Alpes Apuanos fornecendo a maior parte do mármore branco.
A pesca no Mediterrâneo emprega mais de 50.000 pessoas. A Sicília, região autônoma com capital em Palermo, é a oitava economia regional, destacando-se na agricultura (cítricos, trigo, azeitonas) e sendo a maior produtora mundial de vinho, graças aos solos vulcânicos. Sua população de cerca de 5 milhões reflete uma rica mistura de culturas.
O italiano é língua oficial na Itália, em São Marinho, Vaticano, Suíça e na Ístria Ocidental (Eslováquia/Croácia). Descendente do latim, é a mais próxima das línguas românicas.
Na Itália, é falada por 60 milhões, sendo a língua materna de 54 milhões. É a quinta mais estudada nos EUA (710 mil a falam em casa). Também é falado por 800 mil na Albânia, onde já foi oficial. Na Suíça, é uma das quatro línguas oficiais, falada por 660 mil pessoas.
O italiano originou-se do latim, que era a língua oficial do Império Romano. À medida que os romanos expandiam seu território, vários dialetos do latim começaram a aparecer. Vários dialetos do latim se espalharam por todo o Império, e ficou difícil para duas pessoas de língua latina se comunicarem. Ao longo dos anos, essas línguas evoluíram para o que é o italiano moderno. Durante a colonização da África, essa língua se espalhou pelo norte da África italiana e pela África Oriental Italiana, onde ainda é falada. O italiano é reconhecido como língua minoritária na Arábia Saudita.
A Torre Inclinada de Pisa, sineira da Catedral, é famosa por sua inclinação não intencional causada por fundação fraca em solo macio. A Ponte Vecchio em Florença, sobre o Rio Arno, destaca-se por lojas medievais, hoje ocupadas por joalheiros e antiquários, remontando talvez ao Império Romano.
A Catedral de Siena, em forma de cruz latina, utiliza mármore branco, preto esverdeado e vermelho listrados como símbolo da cidade. Em Veneza, a Basílica de São Marcos é o principal templo, notável por seus mosaicos dourados, representando o poder veneziano.
O Palácio Ducal, em estilo gótico, foi residência do Doge e hoje é museu. A Catedral de Florença, ou Santa Maria del Fiore, é a igreja principal, com batistério e a Torre de Giotto. Os Museus do Vaticano, fundados pelo Papa Júlio II, abrigam vastas coleções de arte renascentista e clássica, com apenas uma fração das 70.000 obras exposta.
A Basílica de São Pedro, no Vaticano, é uma das maiores igrejas, sagrado santuário cristão construído no Renascimento, supostamente sobre o túmulo de São Pedro.
A Sicília, maior ilha italiana (25.711 km²), abriga o Etna, tem 5 milhões de habitantes e cultura rica, possuindo a oitava economia regional do país e clima favorável à agricultura.
A Sardenha, a segunda maior (24.089 km²), com 1,65 milhão de habitantes, é conhecida por sua biodiversidade ("microcontinente"), alta densidade de ovinos, agricultura e mineração.
Elba, a terceira maior (223 km²), na Toscana, com 32 mil habitantes, é a maior do Arquipélago Toscano. Sant'Antioco é a quarta maior (109 km²) com 11 mil habitantes, ligada à Sardenha. Pantelleria, a quinta, é vulcânica e fica no Estreito da Sicília, com cerca de 7.759 moradores.
A Basílica de São Francisco, em Assis, é a igreja-mãe dos franciscanos. Veneza, no nordeste, é famosa mundialmente por seus canais e arquitetura singular.
A Costa Amalfitana, em Salerno, atrai muitos turistas. A Ilha de Capri, no Mar Tirreno, é um resort desde a era romana, com atrações como ruínas e a Gruta Azul. Roma, à noite, oferece uma visão mágica com suas luzes amarelas refletindo sua rica história e arte, destacando São Pedro, Piazza Navona e o Panteão.
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