Marrocos é um país do Norte da África, na região do Magrebe, fazendo fronteira com o Saara Ocidental ao sul e a Argélia a leste.
Possui litoral no Oceano Atlântico a oeste e no Mar Mediterrâneo ao norte, separado da Europa pelo Estreito de Gibraltar. A capital é Rabat, e a língua oficial é o árabe, sendo comum o dialeto marroquino, além do francês, inglês e espanhol.
A fauna extinta inclui elefantes e leões; hoje predominam camelos, ovinos, caprinos, macacos-Barbários e javalis, com répteis como lagartixas e cobras.
A vegetação inclui oliveiras em planícies e cedros e carvalhos em montanhas. Historicamente, Marrocos foi dividido em zonas francesas e espanholas entre 1912 e 1956, mantendo Ceuta e Melilha sob controle espanhol. O Rei Mohammed VI governa desde 1999.
O clima é subtropical continental, com verões quentes e secos (média anual acima de +30°C, podendo chegar a +40°C no centro) e invernos chuvosos e frios (cerca de +16°C a +18°C).
A precipitação é irregular. Marrocos é um ponto de encontro de culturas, com destaque para as cidades imperiais: Meknes (com restos romanos), Marrakech (famosa pela Praça Jem el Fna), Fez (a mais antiga, com mais de 800 mesquitas) e Rabat (a capital atual, com museus e o Mausoléu de Mohammed V).
Agadir é considerado o melhor resort costeiro. Geograficamente, o país tem 710.850 km², dominado pelas Montanhas Atlas e as montanhas Rif no norte. Jebel Toubkal (4.165 m) é o ponto mais alto.
O sudeste é coberto pelo Deserto do Saara. O Rio Muluya é uma fonte de água significativa.
O país possui 12 regiões administrativas, algumas das quais se sobrepõem ao Saara Ocidental disputado. Curiosidades incluem a estação de esqui de Oukaymeden (a mais alta da África), a Universidade Al-Quaraouyin em Fez (fundada em 859) e o fato de Ibn Battuta ser um famoso estudioso islâmico marroquino.
O Vale das Rosas (M'Gun) produz rosas silvestres importantes para a perfumaria. Marrakech possui a praça Jemaa el Fnaa, um centro cultural vibrante.
Devido à estabilidade política e ao interesse governamental, o turismo cresceu, destacando-se seus nove Patrimônios Mundiais da UNESCO. Marrakech, conhecida como a "Cidade Vermelha" por seus muros e prédios, é a quarta maior cidade.
Marrocos tem como línguas oficiais o Árabe Padrão Moderno e o Berbere, sendo o Berbere falado por 60% a 80% da população.
O francês é predominante na economia, cultura, comércio, medicina e ciências, além de ser usado no governo e escolas. O dialeto árabe nativo mais comum é o Daria.
O árabe padrão é usado em contextos formais. O Árabe Hassani é falado por cerca de 0,7%, predominantemente no sul do Saara.
A língua berbere é amplamente usada no Marrocos rural, com dialetos como Riffiano (Norte), Tashelhit (mais popular, Sul/Centro) e Tamazait (Centro).
O francês foi introduzido durante o período colonial e permanece vital em vários setores; muitos marroquinos são bilíngues em francês e Daria.
O espanhol é falado por quase 5 milhões, concentrado no norte, devido à proximidade com a Espanha. O inglês tem ganhado espaço desde 2002, especialmente na educação e negócios.
A população marroquina é majoritariamente muçulmana, composta por árabes e berberes (Amazigh), os habitantes indígenas que vivem no país há milênios.
A maioria da população reside em cidades costeiras como Casablanca e Marrakech. Os rios mais longos de Marrocos nascem nas montanhas do Atlas.
O Rio Draa é o mais longo, fluindo para o Atlântico. O Um Er-Rbia é o segundo mais longo, com seis barragens, sendo fundamental para habitação e geração de energia.
O Rio Muluya deságua no Mediterrâneo e foi historicamente uma fronteira. O Rio Cebu tem o maior volume de água no Norte da África e é crucial para a irrigação na região de Garb.
Os principais recursos naturais de Marrocos incluem peixes, terras aráveis, paisagens naturais e vastas reservas de fosfatos. As terras aráveis, concentradas no noroeste, sustentam o cultivo de trigo, azeitonas e uvas. A agricultura empregava 39% da força de trabalho em 2014.
A viticultura é significativa, com variedades como Carignan e Grenache. A pecuária inclui ovinos, bovinos e aves, embora as secas sejam um desafio para a produção de ração.
As belas paisagens do país, com dunas, praias e a cordilheira do Atlas, impulsionam o turismo, a indústria mais importante, atraindo quase 10,3 milhões de visitantes em 2017.
Marrocos detém quase 75% das reservas mundiais de fosfato, fazendo da mineração um setor chave que contribuiu com 35% das exportações em 2011. O setor pesqueiro também é vital, representando cerca de 16% das exportações.
Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) de Marrocos foi estimado em US$ 109,14 bilhões, consolidando-o como uma das economias mais importantes da África.
Suas indústrias chave englobam agricultura, turismo e mineração. A agricultura emprega quase 40% da força de trabalho, focando em culturas como trigo, azeitona e tomate, com a maior parte das plantações dependendo de irrigação, exceto no noroeste, que recebe precipitação adequada para cereais como trigo e cevada, além de frutas cítricas e uvas irrigadas.
Em 2001, Marrocos foi o maior mercado de peixe da África, com uma captura de aproximadamente 1.084.638 toneladas, concentrada na costa atlântica oeste devido à corrente das Canárias, com destaque para sardinha, atum e bonito. A indústria têxtil é vital, gerando divisas e empregos; em 2017, as exportações têxteis somaram US$ 7,3 bilhões, tendo França e Espanha como grandes consumidores.
O turismo é outro pilar econômico, com Marrocos sendo o principal destino africano em 2017, recebendo mais de 10,3 milhões de visitantes, sendo Marrakech um polo com mais de 2 milhões.
Cidades como Casablanca, Fez e Rabat também atraem muitos turistas. Fez é notável por abrigar a Universidade Al-Karawien, a mais antiga do mundo, e cidades como a Medina de Fez e Meknes são Patrimônio Mundial da UNESCO.
A maioria dos turistas provém de países europeus como Espanha e França. Religiosamente, o Islã (sunitas) é a religião de Estado, conforme a Constituição.
O cristianismo é a segunda maior fé, composta majoritariamente por estrangeiros, e há também minorias judaicas e Bahá'í, com cerca de 7% da população declarando-se não religiosa.
A culinária marroquina é uma fusão árabe, mediterrânea e andaluza, com influências europeias, baseada em vegetais, frutas e carne. Especiarias importantes incluem cominho, orégano e hortelã, além da mistura Ras El Hanut (27 especiarias).
O prato nacional é o cuscuz. Carnes consumidas incluem bovina e cordeiro.
Pratos populares são pastilla, harira e tanju. A bebida mais tradicional é o chá verde com hortelã, cuja preparação e consumo com família e amigos é um ritual diário, servido em bules especiais para ser despejado em pequenas xícaras a uma certa altura.
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