O Panamá, país transcontinental na América Central, liga as Américas, fazendo fronteira com Colômbia e Costa Rica. Situado entre o Mar do Caribe e o Pacífico, sua capital é a Cidade do Panamá.
O espanhol é oficial, mas o inglês caribenho é comum. Com cerca de 4 milhões de habitantes, metade na capital, o país lucra significativamente com o Canal do Panamá, crucial para rotas de navegação.
A natureza panamenha é diversa, com montanhas, florestas, praias e ilhas. A orquídea Flor del Espiritu Santo é a flor nacional. É lar de espécies únicas, como o sapo dourado, em declínio, assim como as tartarugas marinhas.
Historicamente, foi colônia espanhola, juntou-se à Grã-Colômbia em 1821 e separou-se da Espanha. Em 1903, com apoio dos EUA, tornou-se independente da Colômbia, cedendo controle de uma faixa para o Canal.
O Canal, construído entre 1904 e 1914, liga Atlântico e Pacífico, eliminando a longa viagem ao redor da América do Sul. O Panamá assumiu total controle do canal em 1999.
O clima é tropical, com temperaturas médias anuais entre 24°C e 28°C.

O Panamá atrai entusiastas de caminhadas com sua diversificada paisagem de vulcões, montanhas e planícies. A capital, Cidade do Panamá, combina ruínas coloniais com arranha-céus modernos e a Ponte Las Americas, que liga as Américas.
O país é um destino turístico popular, oferecendo praias no Pacífico e Caribe em um dia, com Bocas del Toro sendo um resort famoso. Além de lazer na praia, é possível praticar mergulho, pesca e surf.
Pontos de interesse incluem o Canal do Panamá, vulcão Baru, e parques nacionais como Coiba e Darien.
O Panamá, um país transcontinental de 75.417 km², possui paisagem dominada por montanhas vulcânicas, sendo o vulcão Baru o ponto mais alto (3475m). A costa norte e sul possuem arquipélagos significativos.
As principais cidades do Panamá incluem a Cidade do Panamá, San Miguelito, Tocumen e David.
A Cidade do Panamá é a capital, abrangendo 275 km² e 880.691 habitantes em sua área central, com a metrópole chegando a 1,5 milhão. Estrategicamente situada na entrada pacífica do Canal do Panamá e cercada por florestas tropicais, foi fundada em 15 de agosto de 1519 por Pedrarias Davila.
Tornou-se crucial para a exploração espanhola e rota de metais preciosos. Reconstruída em 1674 após ser destruída, foi escolhida como capital após a independência da Colômbia e cresceu com o Canal. Hoje, abriga sedes de governo, como o Palácio Las Garzas, e é o centro financeiro e comercial do país.
San Miguelito é a segunda maior, com 315.019 habitantes, e sua localização portuária facilita o transporte marítimo.
Tocumen, a terceira maior cidade com 103.177 habitantes, é notável por abrigar o Aeroporto Internacional que conecta a região globalmente.
David, capital da província de Chiriquí e quarta maior cidade (89.442 pessoas), é um polo turístico perto da Costa Rica, sediando anualmente festivais e feiras.
Outras cidades significativas em população são Las Cumbres (89.000), La Chorrera (68.896) e Pacora (52.494).
A população panamenha é uma mistura de descendentes de povos indígenas, europeus, africanos, caribenhos e imigrantes globais. Os principais grupos indígenas são Kuna, Embera e Ngobe Bugle, que mantêm seus dialetos e costumes, embora a maioria também fale espanhol.
Cerca de 70% da população é de ascendência mista indígena e europeia, enquanto os indígenas puros somam 12,3%, concentrados principalmente nas regiões de Ngobe-Bugle e Guaimi, incluindo grupos como Bokota, Ember, Ngabe e Teribe.
O espanhol é a língua oficial e dominante no Panamá, sendo a língua materna de aproximadamente 4 milhões de habitantes, com variações distintas da variante falada na Espanha.
Cerca de 14% da população também utiliza o inglês, especialmente em instituições de ensino e entre aqueles que trabalham para empresas internacionais. Existem sete grupos indígenas que falam línguas nativas.
A língua Ngabere, falada pelo grupo étnico Ngabe (o maior grupo indígena), tem mais de 260 mil falantes nativos no Panamá e na Costa Rica.
A comunidade Guaimi utiliza a língua Buglere, com dialetos como Bokota e Sananero. A língua Kuna é falada pelo povo Kuna, residente nas ilhas San Blas no Panamá e também na Colômbia. A língua Ember é falada por cerca de 100 mil pessoas no sudeste panamenho e noroeste colombiano.
Os índios Teribe, da província de Bocas del Toro, falam a língua Teribe. Em termos religiosos, a Igreja Católica Romana é predominante, abrangendo 75% a 85% da população.
Cristãos protestantes constituem cerca de 15% a 25%. Outras crenças, como a fé Baháʼí, representam 2%. Religiões indígenas como Mamatata (Kuna) e Ibeorgun (Nogbe) também são praticadas. Não há dados oficiais consolidados sobre a afiliação religiosa.
O Panamá possui recursos naturais significativos, destacando-se a indústria de mineração, com reservas estimadas em US$ 200 bilhões, possuindo a 9ª maior reserva mundial de cobre.
A energia hidrelétrica é crucial, suprindo 63% da eletricidade. A silvicultura ocupa 43,6% do território, com exportação de mogno.
A agricultura, que representa 17% do PIB, dedica 30% das terras ao cultivo de diversos produtos, como banana, açúcar e abacaxi, com forte presença de exportações.
A pecuária foca em carne suína, bovina e aves, sendo o consumo de frango um dos mais altos da América Latina. A pesca, especialmente o cultivo de camarão, é relevante, gerando US$ 165 milhões em exportações em 1998.
A economia panamenha, avaliada em US$ 121,545 bilhões de PIB, depende fortemente da mineração, agricultura e serviços. Em 2014, as exportações totalizaram US$ 18,07 bilhões (ouro, agrícola e ferro sendo os principais), e as importações, US$ 25,65 bilhões (produtos petrolíferos, farmacêuticos e veículos).
Os EUA são o principal parceiro comercial em exportação (24,7%) e importação (20,9%). O setor de serviços domina a economia, representando 64,4% do PIB, impulsionado pelo Canal do Panamá, por onde passam mais de 14.000 navios anualmente.
Serviços financeiros e a Zona Franca do Colón também são pilares econômicos importantes, apesar dos desafios históricos relacionados à imagem de paraíso fiscal.
A culinária panamenha reflete a diversidade local, utilizando milho, carnes, frutos do mar, mandioca, trigo e banana. Pratos comuns incluem tortilla (pão fino de milho), Carimanola (torta de mandioca recheada), Roja Vieja (carne moída com tomate) e o histórico Tamale, à base de milho recheado, cozido em folhas de bananeira e servido em ocasiões especiais.
As reservas de La Amistad, patrimônio natural da UNESCO (1983), situadas na Costa Rica e Panamá, destacam-se pelo endemismo da flora e fauna, abrigando diversos mamíferos, aves e outras espécies.
O Parque Nacional Koiba e zona marinha (UNESCO 2005) na ilha panamenha possuem biodiversidade endêmica devido ao isolamento, sendo refúgio de espécies ameaçadas, com o mergulho sendo popular na área marinha.
O Parque Nacional Darien (UNESCO 1981), ponte entre Américas, possui variados habitats, é lar de tribos indígenas e abriga fauna ameaçada como onça e anta.
O sítio arqueológico Panamá Viejo e bairro histórico (UNESCO 1997), o assentamento europeu mais antigo no Pacífico, preserva ruínas que refletem a economia e vida do Império Espanhol, exibindo influências arquitetônicas diversas.
As fortificações caribenhas de Portobelo San Lorenzo (UNESCO 1980), construídas pelos espanhóis contra piratas, são um patrimônio cultural ameaçado e importante atração turística.
O Canal do Panamá, com 77 km, liga os oceanos Atlântico e Pacífico, facilitando o comércio global ao reduzir drasticamente o tempo de travessia que antes levava dois meses da rota Nova York a São Francisco.
É uma obra crucial de engenharia, por onde passam navios com mercadorias importantes como petróleo, impulsionando a economia panamenha com receitas anuais estimadas em US$ 1,8 bilhão, cobradas por tarifas baseadas no tamanho e carga.
A ideia do canal remonta a 1534, com ordens do Rei Carlos V da Espanha para estudos de viabilidade. A primeira tentativa de construção, iniciada em 1881 por Ferdinand de Lesseps (o construtor do Canal de Suez), fracassou devido a desafios como doenças (malária, febre amarela), clima severo e ambiente hostil, resultando na perda de 22.000 vidas e um custo de US$ 287 milhões.
A França abandonou o projeto em 1889. Os Estados Unidos assumiram e concluíram a construção em 1904, sob o apoio do Presidente Theodore Roosevelt.
A obra foi essencial para encurtar rotas marítimas, baratear o transporte de cargas e desenvolver as relações internacionais dos EUA com o mundo.
Melhorias estruturais contínuas são necessárias para atender aos mais de 13.000 navios anuais, mantendo a relevância estratégica e econômica do canal sob a administração do Canal do Panamá.
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