O Tajiquistão é um país sem litoral na Ásia Central, cuja capital é Duchambé. Possui como línguas oficiais o tadjique, além de inglês, uzbeque e russo para comunicação internacional e negócios.
Faz fronteira com China, Afeganistão, Quirguistão e Uzbequistão. Seu território é diverso, caracterizado pelas altas Montanhas Pamir, vales ensolarados, planaltos e desfiladeiros.
O clima é continental e árido, com mais de 250 dias de sol anualmente. As temperaturas variam drasticamente: nos vales, a média de inverno pode ser de +20°C, enquanto nas montanhas pode atingir -63°C.
As atrações turísticas concentram-se em cidades antigas, muitas com mais de 2500 anos, como Khojent, Penjikent e Ura-Tube, repletas de estruturas históricas, como ruínas de mosteiros medievais e a Fortaleza de Hissar.
Apesar do potencial natural e histórico, o turismo está subdesenvolvido, enfrentando problemas com infraestrutura e energia. A principal atividade turística é o montanhismo.
Pontos de interesse incluem o Parque Nacional Tadjique, as Montanhas Fan, cidades históricas e diversos museus e monumentos em Duchambé e Hissar.
Geograficamente, 93% do país é montanhoso, sendo a Cordilheira Alai e os Montes Pamir as mais notáveis. O ponto mais alto é o Kullai Ismoili Somoni (7495m).
O país possui geleiras e lagos, como o glaciar Fedchenko, a maior geleira não polar do mundo. É berço de rios importantes como Syr Darya e Amu Darya.
O Tajiquistão está dividido em quatro províncias administrativas: Região de Sughd, Região de Khatlon, Região Autônoma de Gorno-Badakhshan (GBAO) e a região de subordinação republicana. Estas subdividem-se em 58 distritos e 367 jamoats.
Dushanbe, capital e maior cidade do Tajiquistão, com 778.500 habitantes, foi conhecida como Stalinabad entre 1929 e 1961.
Localizada entre os rios Varzo e Kofarnihon, a área é habitada desde o século V a.C. Atualmente, está dividida em quatro distritos e sua composição étnica inclui tadjiques, uzbeques e russos.
Atrações turísticas importantes são o Museu Nacional do Tajiquistão, o Palácio Vakhdat, o Zoológico Dushanbe e o mastro de bandeira autônomo mais alto do mundo (165 m).
Khujand é a segunda maior cidade, com 169.700 habitantes, na região de Sughd. Fundada sobre a antiga Kyropolis (Ciro, o Grande), foi expandida por Alexandre, o Grande, como Alexandria Eschate.
Tornou-se um centro cultural na Grande Rota da Seda, sob influência islâmica a partir do século VIII. Foi renomeada para Leninabad em 1936, voltando ao nome original em 1992.
Os principais grupos étnicos são tadjiques, uzbeques e russos. Kulyab, a terceira maior com 99.700 pessoas, na região de Khatlon, tem sua origem datada de 737 d.C., mas celebra 2700 anos.
Possui o Aeroporto Kulyab. Kurgan-Tube, com 101.600 habitantes, é a capital da província de Khatlon, no sudoeste.
É uma das cidades mais diversas etnicamente, com tadjiques, uzbeques, russos, tártaros, gregos, cazaques e ucranianos. O Aeroporto Internacional Kurgan-Tube a conecta a outras regiões e países vizinhos, e é um centro de telecomunicações e bancos.
Outras cidades notáveis incluem Istaravshan (58.600), Vakhdat (52.900), Konibodom (48.900), Tursunzoda (50.900), Isfara (45.900), Penjikent (40.000), Khorog (28.800), Yovon (32.300), Hisor (26.200) e Norak (27.200), e Farkhor (22.500).
Dushanbe, cujo nome significa "segunda-feira" no dialeto local, refere-se aos dias de mercado originais. De um pequeno mercado, evoluiu para a capital, tendo sido berço do Canato de Bukhara.
A agricultura (algodão e seda) foi introduzida pela União Soviética, atraindo imigrantes. O crescimento populacional tem sido rápido devido a investimentos russos, ultrapassando 800.000 moradores, sendo 75% tadjiques.
O russo é também uma língua principal, e o Islã é a religião dominante. Pontos turísticos incluem o Museu Nacional, o Zoológico e atrações naturais como o Lago Alexandre e as montanhas Fann.
O Tajiquistão é predominantemente habitado por Tadjiques (84%), com minorias como Uzbeques (13,8%), Quirguizes e Russos.
Os Uzbeques, concentrados no Vale Ferghana, tiveram sua porcentagem reduzida entre 1989 e 2000, enquanto a população tadjique cresceu consideravelmente.
O tadjique é a língua oficial, usada em todos os setores. O russo tem importância para comunicações formais e informais.
Línguas minoritárias incluem o uzbeque (cerca de 900 mil falantes), quirguiz (60 mil), e persa (50 mil). Shugni e Yagnobi são falados regionalmente.
O Islã é a religião majoritária, com 95,7% seguindo o sunismo e 3% o xiismo. Há também uma comunidade Ortodoxa Russa. A lei proíbe a prática pública da religião por menores de 18 anos.
O Tajiquistão possui montanhas de grande altitude, destacando-se Ismail Somoni, a mais alta do país, classificada em 15º na Ásia e 50ª na Terra.
Ismail Somoni já teve os nomes Pico Stalin (1933) e Montanha Comunista (1962), sendo renomeada em 1998 em homenagem a Ismail ibn Ahmad, governante do Império Samanid.
A segunda montanha mais alta é Ibn Sina (anteriormente Pico Lenin), localizada na fronteira com o Quirguistão, na Cordilheira Zaalai (Pamir).
Em 2006, foi renomeada em honra ao polímata persa Abu Ali ibn Sina, ocupando a 42ª posição na Ásia. Korzhenevskaya é a terceira mais alta do Tajiquistão, na Cordilheira da Academia das Ciências (Pamir), nomeada em 1910 em homenagem a Evgenia Korzhenevskaya, esposa do descobridor do pico.
Ela é a 47ª mais alta da Ásia. Outras montanhas notáveis incluem Evgeny Korzhenevsky, Moscou-Pequim, Dzerzhinsky, Kurumdy, Kyzyl-Agyn e Pathor.
O Tajiquistão possui vastos recursos minerais, com cerca de 400 depósitos descobertos, incluindo ouro (reservas estimadas em 429,3 toneladas), alumínio, prata (segundo maior depósito mundial), urânio e metais de terras raras.
A mineração de ouro é vital para o mercado mundial, com minas nas regiões de Garm e Pamir. A Tajik Aluminium Company (TALCO) é uma das maiores produtoras mundiais de alumínio.
O país também tem reservas significativas de calcário e granito. A produção de gás natural é pequena, exigindo importação de 95% da necessidade.
O carvão (hulha e linhito) contribui para a economia, com investimentos estrangeiros limitados devido à proximidade com o Afeganistão.
Os extensos recursos hídricos, notadamente os rios Syr Darya e Amu Darya, fazem do Tajiquistão um grande produtor de energia hidrelétrica (76% da eletricidade).
A economia é fortemente dependente de receitas de exportação de alumínio e algodão, e de remessas de imigrantes, que representam cerca de 47% do PIB.
A agricultura emprega 60% da força de trabalho, focada em algodão (principal exportação agrícola) e trigo, com apenas 2% do território como área agrícola, sendo 80% desta irrigada.
O turismo está em recuperação, incentivado por políticas de isenção de visto.
A indústria (23% do PIB) é dominada pelo processamento de alumínio (40% da produção industrial) e têxtil. O setor de serviços emprega 41,2% da força de trabalho.
A culinária do Tajiquistão é influenciada pela persa, centrada em pratos de arroz com carne e vegetais. O prato nacional é o pilaf (arroz cozido em água temperada). Uma refeição típica começa com frutas secas ou nozes, seguida por sopa ou carne, e culmina com o pilaf. O chá verde é a bebida nacional.
Sarazm é um antigo sítio arqueológico no Tajiquistão, datado do 4º milênio a.C., descoberto em 1976. É Patrimônio Mundial da UNESCO, evidenciando a proto-urbanização e relações comerciais na Ásia Central.
O outro Patrimônio é o Parque Nacional do Tajiquistão, maior do país, situado na junção Pamir, conhecido por seu ecossistema montanhoso único e por atrair crescente turismo.
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